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quarta-feira, março 20, 2013

Quem sou?



Por Monaliza Mirtes 

Quisera eu saber o que todo mundo pergunta a si mesmo e o que poucos tiveram o privilégio de responder ao seu mais secreto e verdadeiro amigo: Quem sou? Hão de passar muitos sóis e luas, terei percorrido muitas estradas quando souber o que esse falho e frágil corpo pode aguentar  quantas coisas sou capaz de fazer pelo quê ou por quem desejo... e a que vim, afinal. Até agora só posso dizer àqueles que me perguntam o que ou quem sou – até porque pra algumas pessoas não passo de algo – que posso me qualificar como um ser sem muito sentido feliz. Feliz em todas as minhas confusões e por todos os abraços amigos que elas me trazem. Contente por me descobrir mais inteira e completa a cada dia. Não posso reclamar dos regrados momentos de alegria ou tristeza, de sentir pouco, de uma vida sem graça porque, até agora, a vida só me proporcionou um grande parque de aventuras, cheio de altos e baixos. Sim, senti... amei, chorei, odiei! Tive a alegria e o desgosto de desfrutar de uma parcela dos mais doces e amargos sentimentos desta louca e divertida vida. Mesmo crescendo, vivendo e aprendendo, continuarei sem sentido. Me construindo e desfazendo a cada dia. É na dura batalha da descoberta que me reencontro com o melhor de mim. Continuarei mudando, revendo conceitos, quebrando preconceitos, abrindo mão de certas convicções pelo desejo da evolução, da continuada e feliz mudança. Hei de continuar a rodar na roda-gigante dos abundantes sentimentos e me balançar nos braços do tempo até o fim do meu tempo. Levarei no peito apenas a verdade que um dia me foi dada pelo coração, ao me questionar sobre o meu futuro: sua vida vai ser brilhante! – isso me basta. E quando, enfim, souber responder, com a convicção de um sábio homem, quem sou, terei a certeza de que a estrada da vida está chegando ao fim.